"- Poxa, faz tempo que não saimos juntos, né? Temos que marcar de sairmos os três de novo, como costumávamos fazer... que tal ir numa boate?
- Uhn... bem tava pensando em ir, mas não sei se me animo não...
- Ah, se anima sim.. vamos lá
Fim de semana seguinte realmente marcamos de sair.
Como bons trabalhadores, fomos no sábado à noite, já que um trabalhava mesmo aos sábados.
É incrível como às vezes eu sou capaz de adivinhar/prever/criar o que vai acontecer... não sei ao certo qual das opções. O que importa é que eu sabia que a encontraria lá... coisa de pessoas sintonizadas... acontece.
Enfim, voltando ao tempo antes da confirmação, estávamos indo pra boate. Como sempre, falando palhaçada e rindo bastante. Boas amizades são coisas que não se compra com meia dúzia de notas verdes...
Chegando lá, pagamos a fortuna cobrada pra entrar e fomos seguindo pela pista já bem cheia.
De repente, sem ter tido muito tempo pra pensar, a vi... e no momento seguinte ela estava me abraçando e soluçando:
- Por favor, me abraça.. *chorando*
- Uhn, ele tá aqui?
- Uh-hum...
É, como eu disse, dinheiro não vale amizade, né? Na mesma hora me virei abraçando a cintura dela e puxando-a pra fora.
Já na rua, andamos um pouco até um ponto mais deserto da rua e ela me abraçou de novo, e agora não agüentou segurar o choro.
- Me desculpa... eu... ele veio, como sempre, me atraindo pra depois me humilhar...
- Eu sei como é isso... e eu sei que não dá pra gente mudar o que sente... então não se preocupa, eu não vou te julgar por isso =)
Chorando mais ainda ela me abraçou e se jogou no meu colo... Como as ruas não são tão seguras e aconchegantes como a gente gostaria, peguei-a no colo e trouxe pra portaria do meu prédio.
Enquanto caminhava pela rua com aquela menina pequenininha, magra e com os olhos mais lindos que eu já tinha visto se afogando em lágrimas de tristeza eu fiquei feliz de saber que podia contar com a amizade dela, e que ela podia contar com a minha.
Quando a gente chegou, sentamos no sofá da portaria e ela chorou no meu colo até cair no sono."
Acho que todos nós, um dia, já sentimos essa vontade de fechar os olhos e chorar e deixar o mundo continuar enquanto a gente só chora... e poder contar com alguém pra cuidar da gente enquanto isso.
Não ter forças pra enfrentar o mundo é horrível, mas o pior é ter que cair sozinho, sem ter com quem contar.
Acho que, por isso, eu sempre gostei muito de ser amigo das pessoas, de poder fazê-las confiarem em mim e contarem comigo, porque eu não quero que ninguém tenha que passar por um momento desses sem ter um colo pra amparar.
Eu já passei por isso sem ter e tendo...
Nada se compara a deitar a cabeça no colo de alguém sem se preocupar com nada.
P.S.: A história é um filmezinho que passou na minha mente enquanto eu tomava banho hoje (fazia muito tempo que eu não tinha tempo pra viajar assim durante o banho). Pode não fazer muito sentido nem ser uma grande história, mas eu quis tentar escrever.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A cortante briza gélida de um inverno atípico perpassando meu rosto relembrava uma paisagem antiga de minha infância na qual eu fitava as ondas do mar do alto de uma rocha úmida a, talvez, uns 25 metros de altura.
Naquela ocasião, não fora o chamado da minha mãe para a janta, eu teria continuado a fitá-las por horas a fio, até que, sem notar, a noite chegasse e recobrisse minha visão. Porém, no fundo no fundo, aquele momento eterno nunca acabaria, ficaria marcado e em aberto nos meus pulmões.
É engraçado como o nosso cérebro consegue linkar as imagens e sensações que temos hoje com coisas que passaram e que, muitas vezes, nem eram tão parecidas assim com as de agora. Essa nossa capacidade de interpretar de formas diferentes o passado e o presente me cria uma dúvida sobre a total veracidade de tudo aquilo que lembramos, ou melhor, pensamos lembrar.
Certa vez li um livro chamado "Não verás país nenhum" de um cara sobre o qual nunca li mais nada além do nome na capa do livro. No entanto, admiro-o pela simples (ou seria complexa?) e perigosa habilidade de criar na minha cabeça essa dúvida sobre a nossa capacidade de discernir o que é real. No livro, bem, acho que cabe a vocês lerem e pensarem sobre ele. Pode ser que ninguém mais seja capaz de ver o mesmo que eu vi. E, na verdade, o acho o mais provável.
O que importa, contudo, é que, cresci e me tornei o que sou hoje baseado, ou influenciado, ou, no mínimo, incomodado com essa dúvida. Vivendo meus relacionamentos, meu trabalho, meus ideais, fundado em idéias e pensamentos que nunca me pareceram completamente reais e sim, criações da minha mente, que, diga-se de passagem, é uma mente bem fértil.
Todo esse incômodo me trouxe ao que hoje chamo de visita ao passado, esse momento de perplexidade sobre as divagações que faço à beira de uma visão um tanto inquietante que é essa da cidade de São Paulo vista do 50º andar ao anoitecer.
Outra coisa que sempre me fez pensar foi essa visão dos carros passando, e de tantas pessoas vivendo suas vidas indiferentes ao que se passa na vida dos outros porque, simplesmente, é impossível se dedicar à vida dos outros quando nem para a nossa nós temos mais tempo.
Quem diria que chegaríamos a esse ponto? Uma total vida solitária, onde os outros não passam de máquinas ao nosso ver, incapazes de sentir ou nos darem coisas que há muito esquecemos que existíam. Ou será que deveríamos ter esquecido e fizemos questão de manter guardado, de forma que pudéssemos nos perguntar se era realmente diferente ou se só vivemos criando ilusões nas quais nos segurarmos a fim de confortar a tristeza e opressão de uma vida sem sentido?
Quando era jovem eu costumava parar e ficar observando as formigas passando na parede, fazendo sempre o mesmo caminho, aparentemente organizadas, vivendo uma vida sem graça, em busca de comida. E eu brincava dizendo que elas eram um programa muito simples feito por Deus, ou seria uma versão alpha do que viria a ser um ser humano. Só o que sei é que, agora, olho para os humanos como os mesmos programas simples e mal escritos que eram as formigas ao meu ver de adolescente.
E essas luzes passando me acalmam e encorajam... coragem, necessária para viver e morrer, para iniciar e terminar, necessária para criar e pensar, necessária pra esquecer. Esquecer que agora, as luzes que se aproximam cada vez mais rápidas não se importam com o início ou fim de coisa alguma.
[Uma pequena dedicatória à Clarissa, a melhor escritora de contos que já tive o prazer de conhecer]
Naquela ocasião, não fora o chamado da minha mãe para a janta, eu teria continuado a fitá-las por horas a fio, até que, sem notar, a noite chegasse e recobrisse minha visão. Porém, no fundo no fundo, aquele momento eterno nunca acabaria, ficaria marcado e em aberto nos meus pulmões.
É engraçado como o nosso cérebro consegue linkar as imagens e sensações que temos hoje com coisas que passaram e que, muitas vezes, nem eram tão parecidas assim com as de agora. Essa nossa capacidade de interpretar de formas diferentes o passado e o presente me cria uma dúvida sobre a total veracidade de tudo aquilo que lembramos, ou melhor, pensamos lembrar.
Certa vez li um livro chamado "Não verás país nenhum" de um cara sobre o qual nunca li mais nada além do nome na capa do livro. No entanto, admiro-o pela simples (ou seria complexa?) e perigosa habilidade de criar na minha cabeça essa dúvida sobre a nossa capacidade de discernir o que é real. No livro, bem, acho que cabe a vocês lerem e pensarem sobre ele. Pode ser que ninguém mais seja capaz de ver o mesmo que eu vi. E, na verdade, o acho o mais provável.
O que importa, contudo, é que, cresci e me tornei o que sou hoje baseado, ou influenciado, ou, no mínimo, incomodado com essa dúvida. Vivendo meus relacionamentos, meu trabalho, meus ideais, fundado em idéias e pensamentos que nunca me pareceram completamente reais e sim, criações da minha mente, que, diga-se de passagem, é uma mente bem fértil.
Todo esse incômodo me trouxe ao que hoje chamo de visita ao passado, esse momento de perplexidade sobre as divagações que faço à beira de uma visão um tanto inquietante que é essa da cidade de São Paulo vista do 50º andar ao anoitecer.
Outra coisa que sempre me fez pensar foi essa visão dos carros passando, e de tantas pessoas vivendo suas vidas indiferentes ao que se passa na vida dos outros porque, simplesmente, é impossível se dedicar à vida dos outros quando nem para a nossa nós temos mais tempo.
Quem diria que chegaríamos a esse ponto? Uma total vida solitária, onde os outros não passam de máquinas ao nosso ver, incapazes de sentir ou nos darem coisas que há muito esquecemos que existíam. Ou será que deveríamos ter esquecido e fizemos questão de manter guardado, de forma que pudéssemos nos perguntar se era realmente diferente ou se só vivemos criando ilusões nas quais nos segurarmos a fim de confortar a tristeza e opressão de uma vida sem sentido?
Quando era jovem eu costumava parar e ficar observando as formigas passando na parede, fazendo sempre o mesmo caminho, aparentemente organizadas, vivendo uma vida sem graça, em busca de comida. E eu brincava dizendo que elas eram um programa muito simples feito por Deus, ou seria uma versão alpha do que viria a ser um ser humano. Só o que sei é que, agora, olho para os humanos como os mesmos programas simples e mal escritos que eram as formigas ao meu ver de adolescente.
E essas luzes passando me acalmam e encorajam... coragem, necessária para viver e morrer, para iniciar e terminar, necessária para criar e pensar, necessária pra esquecer. Esquecer que agora, as luzes que se aproximam cada vez mais rápidas não se importam com o início ou fim de coisa alguma.
[Uma pequena dedicatória à Clarissa, a melhor escritora de contos que já tive o prazer de conhecer]
domingo, 27 de abril de 2008
Roda de viola
É, ou quase isso.
Uma noite maravilhosa ontem se desenrolou despretensiosa em um dia que eu esperava estudar, pra variar. Minha mãe me chamou pra ir à casa da irmã de uma amiga dela que tinha vindo aqui em casa porque ia "ter um som" lá. Apesar de eu ter minhas dúvidas sobre ser divertido (tanto que levei meu mp3-player), decidi ir.
Quando cheguei lá fui apresentado às pessoas e comecei a analisar a noite: um violão, um cavaquinho ("tomara que não seja pagode"), fondue, bebidas e salgadinhos.
Tudo bem, logo descobri que não seria pagode, mas MPB ("ótimo"!).
Daí comecei a prestar atenção e notei que tinham umas 3 pessoas que cantavam e muito bem.
Tocaram e cantaram váaaarias músicas maravilhosas... até Bread, que ninguém conhece, mas que eu amo.
Faz-me pensar em como eu sou eclético, mas, além disso, como eu amo esses programas simples, "de velho", que não são mais tão comuns hoje em dia, mas que, se depender de mim, não deixarão de existir à minha volta.
Espero ainda poder terminar de ouvir uma música com lágrimas nos olhos como ontem ao tocarem alguma que já não lembro mais qual foi, acho que "As Rosas Não Falam".
P.S.: Mas será possível que Cataguazes me persegue?? Até lá tinha gente dessa cidade.
Uma noite maravilhosa ontem se desenrolou despretensiosa em um dia que eu esperava estudar, pra variar. Minha mãe me chamou pra ir à casa da irmã de uma amiga dela que tinha vindo aqui em casa porque ia "ter um som" lá. Apesar de eu ter minhas dúvidas sobre ser divertido (tanto que levei meu mp3-player), decidi ir.
Quando cheguei lá fui apresentado às pessoas e comecei a analisar a noite: um violão, um cavaquinho ("tomara que não seja pagode"), fondue, bebidas e salgadinhos.
Tudo bem, logo descobri que não seria pagode, mas MPB ("ótimo"!).
Daí comecei a prestar atenção e notei que tinham umas 3 pessoas que cantavam e muito bem.
Tocaram e cantaram váaaarias músicas maravilhosas... até Bread, que ninguém conhece, mas que eu amo.
Faz-me pensar em como eu sou eclético, mas, além disso, como eu amo esses programas simples, "de velho", que não são mais tão comuns hoje em dia, mas que, se depender de mim, não deixarão de existir à minha volta.
Espero ainda poder terminar de ouvir uma música com lágrimas nos olhos como ontem ao tocarem alguma que já não lembro mais qual foi, acho que "As Rosas Não Falam".
P.S.: Mas será possível que Cataguazes me persegue?? Até lá tinha gente dessa cidade.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Vows
"Eu Blabla, recebo-te por minha esposa
a ti Bleble, e prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida."
Sinceramente, você ficaria feliz com isso?
Pois eu ficaria com isso:
"Há momentos em nossa vida nos quais estar com alguém é a última coisa que desejamos, sentir a liberdade de pensar e agir como bem desejar é o sentimento mais gostoso. Há outros em que a perfeição seria ter alguém com quem comentar sobre aquele cara lindo que acabou de passar, ou rir até cair daquele babaca que deu em cima de você, ou ainda brincar e rir enquanto nota os detalhes mais engraçados nas pessoas que passam. Sem contar, também, aqueles momentos em que o essencial é aquele colo despretensioso e o cafuné nos cabelos de forma que você possa fechar os olhos e esquecer um pouquinho da vida. Há, ainda, os momentos em que se quer ter alguém pra abraçar e fazer os outros morrerem de inveja de você.
Meu objetivo é, então, que em cada momento de solidão desejada, você a tenha, mas que a tenha feliz por saber que é seu completo desejo, e, assim que quiser, não estará mais sozinha. Que a cada momento que você precisar daquela amiga pra rir e fazer comentários que só as mulheres entendem, você se lembre que um homem capaz de te amar é também capaz de te entender, e de ser sua amiga e comentar sobre o cara lindo que passou e, se duvidar, ainda te mostrar outro melhor que você não viu. Que aquele colo maravilhoso seja o meu e você possa sempre contar com ele, mas, obviamente, que você nunca se esqueça e deixe de aproveitar os outros que te oferecerem e forem bons. Que quando você quiser sair com alguém que não eu, saia, se divirta como quiser, e depois comente comigo e fique feliz de poder fazer o que quiser e ainda ter com quem comentar depois. E que quando você quiser ter alguém especial, que possa abraçar e ter nos seus braços, que eu possa te oferecer isso e ser o motivo da inveja de todos que virem a felicidade nos seus olhos.
Enfim, que eu seja como Deus, mas que, assim como eu, você saiba que Deus não é mais importante que você, pode estar presente em tudo, mas você pode muito bem escolher quando estar com ele, porque, afinal, você também é parte dele.
E que, obviamente, dure enquanto for bom para os dois."
Agora eu salvo e guardo pro dia que encontrar alguém que gostaria de ouvir isso.
a ti Bleble, e prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida."
Sinceramente, você ficaria feliz com isso?
Pois eu ficaria com isso:
"Há momentos em nossa vida nos quais estar com alguém é a última coisa que desejamos, sentir a liberdade de pensar e agir como bem desejar é o sentimento mais gostoso. Há outros em que a perfeição seria ter alguém com quem comentar sobre aquele cara lindo que acabou de passar, ou rir até cair daquele babaca que deu em cima de você, ou ainda brincar e rir enquanto nota os detalhes mais engraçados nas pessoas que passam. Sem contar, também, aqueles momentos em que o essencial é aquele colo despretensioso e o cafuné nos cabelos de forma que você possa fechar os olhos e esquecer um pouquinho da vida. Há, ainda, os momentos em que se quer ter alguém pra abraçar e fazer os outros morrerem de inveja de você.
Meu objetivo é, então, que em cada momento de solidão desejada, você a tenha, mas que a tenha feliz por saber que é seu completo desejo, e, assim que quiser, não estará mais sozinha. Que a cada momento que você precisar daquela amiga pra rir e fazer comentários que só as mulheres entendem, você se lembre que um homem capaz de te amar é também capaz de te entender, e de ser sua amiga e comentar sobre o cara lindo que passou e, se duvidar, ainda te mostrar outro melhor que você não viu. Que aquele colo maravilhoso seja o meu e você possa sempre contar com ele, mas, obviamente, que você nunca se esqueça e deixe de aproveitar os outros que te oferecerem e forem bons. Que quando você quiser sair com alguém que não eu, saia, se divirta como quiser, e depois comente comigo e fique feliz de poder fazer o que quiser e ainda ter com quem comentar depois. E que quando você quiser ter alguém especial, que possa abraçar e ter nos seus braços, que eu possa te oferecer isso e ser o motivo da inveja de todos que virem a felicidade nos seus olhos.
Enfim, que eu seja como Deus, mas que, assim como eu, você saiba que Deus não é mais importante que você, pode estar presente em tudo, mas você pode muito bem escolher quando estar com ele, porque, afinal, você também é parte dele.
E que, obviamente, dure enquanto for bom para os dois."
Agora eu salvo e guardo pro dia que encontrar alguém que gostaria de ouvir isso.
sábado, 12 de abril de 2008
Meu amor
Hey, você que passa com o cabelo ao vento,
ar de pressa e olhar atento,
sorriso impróprio, ou seriedade forçada,
brilho nos olhos e determinação nos pés,
será você capaz de fazer feliz a mim,
ser exigente e complicado?
Não se esconda por trás do reflexo
que insiste em perpassar as lentes dos óculos
e me fale sobre você:
És amigo?
Sincero?
Honesto, de certo.
Feliz, sem dúvida.
Solitário?
Mesmo?
Incomum...
É bom poder olhar pra você e ficar feliz com o que vejo.
Saber que ali está alguém de quem gosto muito.
Os momentos de tristeza e solidão,
de incerteza e cansaço, não são sinceros
com seus cuidados e dedicação.
Será que posso te pagar?
Repor isso que me dá?
Fazer-te feliz por eu existir?
Quero te amar e quero que seja recíproco,
do coração...
e da alma.
Da mente, porque é nela que a gente entende a beleza.
E é a beleza que faz de nós o que somos,
puros seres de arte... profunda e inegável arte.
Porque mesmo na tristeza há arte,
a arte de imaginar, de criar, de inventar e de fingir...
fingir que nada é bom, que o mundo não é lindo,
que o bem não existe e que a gente realmente vive só nesse mundo.
Nos olhos castanhos e na calma da sua voz
eu me sinto seguro e protegido,
pronto pra me deixar cair e dormir,
amparado no descanço para sonhar com você...
você em outro, você dividido,
você que não é você...
Seja você em outro, e eu vou poder te amar, meu amor,
dentro de mim, e pra sempre.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Eu sinto que estou me tornando uma pessoa esquecível, daquelas que você só lembra quando esbarra na rua e que não passa de uma (boa?) memória. Parece que só mereço respeito pelo que já fui, e o que sou hoje não é mais digno de um esforço para encontrar...
Admito que, por vezes, fiz o mesmo a amigos próximos, mas o mínimo de esforço, pelo menos, eu faço.
Então, será que é disso que falam quando dizem que o mundo atual não deixa as pessoas serem felizes?
Bem, o que importa é que eu tô cansado... não cansado de cansaço mesmo (embora desse também), mas cansado de tentar fazer as coisas, tentar encontrar as pessoas, tentar me divertir sem ser sozinho... então, desisto.
Make me feel as if my life's not real
so then, maybe, I could give you my heart, which,
for a great piece of compassion and understanding,
is known by the ones who met him.
Admito que, por vezes, fiz o mesmo a amigos próximos, mas o mínimo de esforço, pelo menos, eu faço.
Então, será que é disso que falam quando dizem que o mundo atual não deixa as pessoas serem felizes?
Bem, o que importa é que eu tô cansado... não cansado de cansaço mesmo (embora desse também), mas cansado de tentar fazer as coisas, tentar encontrar as pessoas, tentar me divertir sem ser sozinho... então, desisto.
Make me feel as if my life's not real
so then, maybe, I could give you my heart, which,
for a great piece of compassion and understanding,
is known by the ones who met him.
domingo, 16 de março de 2008
Aniversário
19 anos já se foram e ainda o sentimento de que alguma coisa tá faltando, o sentimento de que alguma coisa não se encaixa...
Não se encaixa com o mundo, com as pessoas, com a sociedade, com os padrões, com o normal, com o certo, mas ainda assim, sinto que é o certo pra mim, o melhor que posso fazer.
Existem momentos em que a gente só precisa de uma conversa, algo que nos lembre do que acreditamos e que seja capaz de mostrar que realmente nada é impossível.
Eu realmente acredito que não tô sozinho aqui, existem outras pessoas como eu. Apesar de poucas, existem pessoas capazes de entender o que eu digo e ver quem eu realmente sou.
O que eu vou fazer eu não sei, mas sozinho não vai ser... e quando, eu não faço idéia.
Só sei que 19 anos já se passaram e, eu acredito, como uma criança, que o céu está ao alcance das minhas mãos e que, o futuro, cabe a mim desenhar.
Brigado pela conversa de hoje, você é especial porque me dá esperanças de que não sou o único ;)
Não se encaixa com o mundo, com as pessoas, com a sociedade, com os padrões, com o normal, com o certo, mas ainda assim, sinto que é o certo pra mim, o melhor que posso fazer.
Existem momentos em que a gente só precisa de uma conversa, algo que nos lembre do que acreditamos e que seja capaz de mostrar que realmente nada é impossível.
Eu realmente acredito que não tô sozinho aqui, existem outras pessoas como eu. Apesar de poucas, existem pessoas capazes de entender o que eu digo e ver quem eu realmente sou.
O que eu vou fazer eu não sei, mas sozinho não vai ser... e quando, eu não faço idéia.
Só sei que 19 anos já se passaram e, eu acredito, como uma criança, que o céu está ao alcance das minhas mãos e que, o futuro, cabe a mim desenhar.
Brigado pela conversa de hoje, você é especial porque me dá esperanças de que não sou o único ;)
terça-feira, 11 de março de 2008
Dream Theater
Baseado no nome de um cinema demolido e fruto de uma sugestão do pai do Mike, o nome da banda se tornou bem comum na minha mente. Banda essa que simplesmente mexe comigo como poucas outras.
Por isso, como é de se esperar, o show sexta-feira foi, mais uma vez, inesquecível. Dessa vez, no entanto, não só pela banda, mas pela bagunça desgraçada que a gente fez na fila.. ahuahuahuhauhau
Os sentimentos são como drogas que viciam... falando sob um olhar químico/biológico... então eu acho que eu sou viciado nesse sentimento de êxtase que a gente sente quando vai a um show desses.
Ficar na grade, a um passo de distância desses caras que têm sua obra nos meus ouvidos pelo menos uma vez por dia foi simplesmente fenomenal.
Por isso, como é de se esperar, o show sexta-feira foi, mais uma vez, inesquecível. Dessa vez, no entanto, não só pela banda, mas pela bagunça desgraçada que a gente fez na fila.. ahuahuahuhauhau
Os sentimentos são como drogas que viciam... falando sob um olhar químico/biológico... então eu acho que eu sou viciado nesse sentimento de êxtase que a gente sente quando vai a um show desses.
Ficar na grade, a um passo de distância desses caras que têm sua obra nos meus ouvidos pelo menos uma vez por dia foi simplesmente fenomenal.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Ela não tinha nada demais,
provavelmente era comum até demais,
mas nos olhos carregava uma estrela
que queimava como o sol,
um combustível escondido,
e iluminava quem fosse insensato o suficiente para olhar
olhar profunda e "cegantemente".
Tão desprotegido que correria o risco de ser desarmado,
derrubado e preso, amarrado e silenciado
para então, no silêncio, perdê-la.
Sonhar, pensar, buscar e sofrer
fantasiar e rezar,
pois até a reza seria insuficiente
ainda que assim pudesse vê-la novamente.
E então, como num conto de fadas, acontece:
ela novamente.
A mesma luz, o mesmo olhar,
a mesma aura inexplicável de antes.
E mais uma vez, insensata e inexplicavelmente,
o olhar descuidado se perde na profundeza daquele ser.
Pra, novamente, perdê-la, desarmado e calado,
impotente e incapaz de agir.
E é no intenso arrependimento
que se vê o ser que escreve,
como o tolo que reza,
torcendo para que, de alguma forma,
os bits desse texto a tragam de volta.
"Eu nunca a conheci, mas a amei do mesmo jeito." [Bread - Aubrey]
provavelmente era comum até demais,
mas nos olhos carregava uma estrela
que queimava como o sol,
um combustível escondido,
e iluminava quem fosse insensato o suficiente para olhar
olhar profunda e "cegantemente".
Tão desprotegido que correria o risco de ser desarmado,
derrubado e preso, amarrado e silenciado
para então, no silêncio, perdê-la.
Sonhar, pensar, buscar e sofrer
fantasiar e rezar,
pois até a reza seria insuficiente
ainda que assim pudesse vê-la novamente.
E então, como num conto de fadas, acontece:
ela novamente.
A mesma luz, o mesmo olhar,
a mesma aura inexplicável de antes.
E mais uma vez, insensata e inexplicavelmente,
o olhar descuidado se perde na profundeza daquele ser.
Pra, novamente, perdê-la, desarmado e calado,
impotente e incapaz de agir.
E é no intenso arrependimento
que se vê o ser que escreve,
como o tolo que reza,
torcendo para que, de alguma forma,
os bits desse texto a tragam de volta.
"Eu nunca a conheci, mas a amei do mesmo jeito." [Bread - Aubrey]
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Acordos da sociedade
A cada dia que passa eu encaro mais e mais os padrões da sociedade não como "o certo" mas como acordos que todos nós "assumimos" a responsabilidade de honrar. E, mesmo que alguns não gostem ou concordem, no fundo acabam seguindo eles.
Poderia falar sobre milhares de padrões diferentes e, na maioria das vezes eu não concordaria, mas vou me deter no que normalmente eu mais penso: os padrões de relacionamentos.
Pra começar, eu sempre me lembro de quando eu era beeeem mais novo e costumava reclamar com a minha mãe dizendo que não concordava com as coisas como eram, que não faria igual, que queria ser do meu jeito e pronto e que as pessoas não tinham o direito de me forçar a agir de uma forma que eu considerava ruim, dentre outras coisas. [sim, isso eram pensamentos de uma criança pequena, ou o que eu era quando aparentava ser uma criança pequena]
Eu fico, de certa forma, abismado com o jeito como as pessoas encaram os padrões/costumes como a coisa certa a se fazer e nem cogitam pensar sobre a origem daquilo ou se perguntar sobre quem decidiu que tinha que ser assim.
Um exemplo controverso: por que a gente só pode viver com uma pessoa?
Outro: Por que a gente TEM que viver com alguém, afinal? Por que o casamento é uma coisa tão tradicional?
O que me ocorre é que essa idéia de só viver com uma pessoa foi inventada por alguém muito egoísta [não necessariamente uma só pessoa, é claro] (e acredito que atualmente quase todo mundo o é, porque não vejo muitas pessoas pensando como eu por aí) e acabou se difundindo pelo mundo.
Mas por que, afinal, as pessoas têm tanto preconceito com as coisas que são diferentes e fogem aos costumes delas? Por que, afinal, eu sou tão diferente??
Eu não acho que seja necessário fazer uma revolução e mudar todos os padrões, mas acho que dá muito bem pra se viver sem alguns deles. E é isso que eu tento fazer.
Poderia falar sobre milhares de padrões diferentes e, na maioria das vezes eu não concordaria, mas vou me deter no que normalmente eu mais penso: os padrões de relacionamentos.
Pra começar, eu sempre me lembro de quando eu era beeeem mais novo e costumava reclamar com a minha mãe dizendo que não concordava com as coisas como eram, que não faria igual, que queria ser do meu jeito e pronto e que as pessoas não tinham o direito de me forçar a agir de uma forma que eu considerava ruim, dentre outras coisas. [sim, isso eram pensamentos de uma criança pequena, ou o que eu era quando aparentava ser uma criança pequena]
Eu fico, de certa forma, abismado com o jeito como as pessoas encaram os padrões/costumes como a coisa certa a se fazer e nem cogitam pensar sobre a origem daquilo ou se perguntar sobre quem decidiu que tinha que ser assim.
Um exemplo controverso: por que a gente só pode viver com uma pessoa?
Outro: Por que a gente TEM que viver com alguém, afinal? Por que o casamento é uma coisa tão tradicional?
O que me ocorre é que essa idéia de só viver com uma pessoa foi inventada por alguém muito egoísta [não necessariamente uma só pessoa, é claro] (e acredito que atualmente quase todo mundo o é, porque não vejo muitas pessoas pensando como eu por aí) e acabou se difundindo pelo mundo.
Mas por que, afinal, as pessoas têm tanto preconceito com as coisas que são diferentes e fogem aos costumes delas? Por que, afinal, eu sou tão diferente??
Eu não acho que seja necessário fazer uma revolução e mudar todos os padrões, mas acho que dá muito bem pra se viver sem alguns deles. E é isso que eu tento fazer.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
If
If a picture paints a thousand words,
Then why can't I paint you?
The words will never show the you I've come to know.
If a face could launch a thousand ships,
Then where am I to go?
There's no one home but you,
You're all that's left me too.
And when my love for life is running dry,
You come and pour yourself on me.
If a man could be two places at one time,
I'd be with you.
Tomorrow and today, beside you all the way.
If the world should stop revolving spinning slowly down to die,
I'd spend the end with you.
And when the world was through,
Then one by one the stars would all go out,
Then you and I would simply fly away.
Bread - If
É uma música que eu amo, não só pela letra, mas também pela melodia, é simplesmente maravilhosa.
Then why can't I paint you?
The words will never show the you I've come to know.
If a face could launch a thousand ships,
Then where am I to go?
There's no one home but you,
You're all that's left me too.
And when my love for life is running dry,
You come and pour yourself on me.
If a man could be two places at one time,
I'd be with you.
Tomorrow and today, beside you all the way.
If the world should stop revolving spinning slowly down to die,
I'd spend the end with you.
And when the world was through,
Then one by one the stars would all go out,
Then you and I would simply fly away.
Bread - If
É uma música que eu amo, não só pela letra, mas também pela melodia, é simplesmente maravilhosa.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Trabalhar realmente faz bem.
Isso é uma conclusão bem importante pra mim, principalmente porque eu sou um pouco preguiçoso. Mas devo admitir que ultimamente o que me tem salvado é o trabalho. Tenho estado muito mais bem-humorado além de, obviamente, ter ganho um dinheirinho.
Às vezes fico me perguntando se não estou me forçando demais estagiando e procurando computadores pra consertar, sem contar a banda e as aulas que vão voltar daqui a 1 semana e meia.
Fazendo as contas notei que vou ficar por volta de 15 horas na rua de segunda a quinta... ou seja, mal vou ter tempo pra ligar o computador quando estiver em casa, só nos fins de semana, nos quais, se eu conseguir a façanha, pretendo estudar pra faculdade.
Pouco tempo tenho tido pros poucos amigos que me sobraram também. Acho que os únicos que me têm visto ultimamente são os da banda e a Ana e o Marcelo. [lucky them.. ahuahua] E me faz falta encontrar com pessoas, conversar, sair, ver filme e beber, enfim, coisas que amigos te chamam pra fazer num final de semana.
Enfim, acho que o trabalho tem feito um bom trabalho em manter minha mente ocupada e distraída das minhas necessidades.. espero que com a volta das aulas eu fique completamente livre, porque nem vou ter tempo pra pensar.
Isso é uma conclusão bem importante pra mim, principalmente porque eu sou um pouco preguiçoso. Mas devo admitir que ultimamente o que me tem salvado é o trabalho. Tenho estado muito mais bem-humorado além de, obviamente, ter ganho um dinheirinho.
Às vezes fico me perguntando se não estou me forçando demais estagiando e procurando computadores pra consertar, sem contar a banda e as aulas que vão voltar daqui a 1 semana e meia.
Fazendo as contas notei que vou ficar por volta de 15 horas na rua de segunda a quinta... ou seja, mal vou ter tempo pra ligar o computador quando estiver em casa, só nos fins de semana, nos quais, se eu conseguir a façanha, pretendo estudar pra faculdade.
Pouco tempo tenho tido pros poucos amigos que me sobraram também. Acho que os únicos que me têm visto ultimamente são os da banda e a Ana e o Marcelo. [lucky them.. ahuahua] E me faz falta encontrar com pessoas, conversar, sair, ver filme e beber, enfim, coisas que amigos te chamam pra fazer num final de semana.
Enfim, acho que o trabalho tem feito um bom trabalho em manter minha mente ocupada e distraída das minhas necessidades.. espero que com a volta das aulas eu fique completamente livre, porque nem vou ter tempo pra pensar.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Brincadeira musical
Hehehe, muito legal a brincadeira que me passaram pelo fotolog. É algo como a trilha sonora da minha vida, só que a playlist é criada pelo winamp no aleatório. Muito legal mesmo. Aí está o resultado:
. Créditos de Abertura: Janis Joplin - Intruder (começou muuuito bem, vai dizer..)
. Ao acordar: Foreigner - Headknocker
. Primeiro dia de aula: Dio - Overlove (primeiro dia com atitude headbanger huahuah)
. Infância: Nick Carter - Help Me (tava demorando pra ele avacalhar... u.u)
. Ao se apaixonar: Children Of Bodom - Sixpounder (erm... se ele diz, neh, mas ainda acho que essa tava mais pra próxima xDDD)
. Música de Batalha: Pyotr Ilyich Tchaikovsky - O Lago Dos Cisnes, Suite - Cena II (não to dizendo?)
. Fim de namoro: The Doors - Break On Through (To The Other Side) (alusão ao homossexualismo, eu acho... mas enfim, Morrison \o/)
. Formatura: Iced Earth - When The Night Falls (Barlow!!)
. Vida: Dire Straits - Six Blade Knife (Dire Straits é vida mesmo xD)
. Faculdade: Erben der Schöpfung - My Star (o mais difícil eh escrever o nome da banda)
. Colegial: BanYa - Winter (Pump! ahuhauha)
. Depressão: Kittie - Suck (tava ansioso pra saber o que ia cair aqui)
. Na estrada: Trans-Siberian Orchestra - A Mad Russian's Christmas (fooooda)
. Flashback: Gerry Rafferty - Baker Street (perfeito!! Flashback mesmo e amo essa música)
. Reatando namoro: Foo Fighters - The One (hauhauhuaha pior é que até encaixou)
. Casamento: Andy Gibb/Bee Gees - I Want To Be Your Everything (hu!! esse winamp é muito inteligente ;) )
. Nascimento do filhos: Nightwish - Over The Hills And Far Away (tinha que ser Pink Floyd =/)
. Batalha Final: Pink Floyd - The Narrow Way (tinha que ter \o/)
. Cena de morte: Paul McCartney And Wings - No More Lonely Nights (tá ficando lindo isso xD)
. Música do Funeral: Infected Mushroom - Hash Male (vai ter uma rave no meu funeral)
. Créditos Finais: Queen - The Show Must Go On (eu não conseguiria pensar em algo melhor!!)
Simplesmente, eu não posso deixar de dar os parabéns pro meu winamp... muuuuito bom xD
Obs.: Demorei muito tempo pra fazer isso pq parava pra ouvir as músicas... ahahahahah
. Créditos de Abertura: Janis Joplin - Intruder (começou muuuito bem, vai dizer..)
. Ao acordar: Foreigner - Headknocker
. Primeiro dia de aula: Dio - Overlove (primeiro dia com atitude headbanger huahuah)
. Infância: Nick Carter - Help Me (tava demorando pra ele avacalhar... u.u)
. Ao se apaixonar: Children Of Bodom - Sixpounder (erm... se ele diz, neh, mas ainda acho que essa tava mais pra próxima xDDD)
. Música de Batalha: Pyotr Ilyich Tchaikovsky - O Lago Dos Cisnes, Suite - Cena II (não to dizendo?)
. Fim de namoro: The Doors - Break On Through (To The Other Side) (alusão ao homossexualismo, eu acho... mas enfim, Morrison \o/)
. Formatura: Iced Earth - When The Night Falls (Barlow!!)
. Vida: Dire Straits - Six Blade Knife (Dire Straits é vida mesmo xD)
. Faculdade: Erben der Schöpfung - My Star (o mais difícil eh escrever o nome da banda)
. Colegial: BanYa - Winter (Pump! ahuhauha)
. Depressão: Kittie - Suck (tava ansioso pra saber o que ia cair aqui)
. Na estrada: Trans-Siberian Orchestra - A Mad Russian's Christmas (fooooda)
. Flashback: Gerry Rafferty - Baker Street (perfeito!! Flashback mesmo e amo essa música)
. Reatando namoro: Foo Fighters - The One (hauhauhuaha pior é que até encaixou)
. Casamento: Andy Gibb/Bee Gees - I Want To Be Your Everything (hu!! esse winamp é muito inteligente ;) )
. Nascimento do filhos: Nightwish - Over The Hills And Far Away (tinha que ser Pink Floyd =/)
. Batalha Final: Pink Floyd - The Narrow Way (tinha que ter \o/)
. Cena de morte: Paul McCartney And Wings - No More Lonely Nights (tá ficando lindo isso xD)
. Música do Funeral: Infected Mushroom - Hash Male (vai ter uma rave no meu funeral)
. Créditos Finais: Queen - The Show Must Go On (eu não conseguiria pensar em algo melhor!!)
Simplesmente, eu não posso deixar de dar os parabéns pro meu winamp... muuuuito bom xD
Obs.: Demorei muito tempo pra fazer isso pq parava pra ouvir as músicas... ahahahahah
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
A little artistic culture for you
O piscar de um olho é tão profundo que às vezes me sinto capaz de ouvir o próprio universo dentro dele. Uma imensidão contida em cada um de nós que anda por aí, sem sequer parar pra pensar em tudo que tem e é.
Seres humanos são tão complexos... tão singulares... e isso é tão desesperador. Alguns podem se sentir felizes por serem únicos, diferentes, mas eu, não, eu não me sinto. Talvez porque alguns são diferentes em certos detalhes, mas não têm dificuldade em achar pessoas que também sejam, com exceção de um ponto ou outro. Eu, por outro lado, não consigo encontrar alguém que seja como eu, que só tenha um ou outro ponto diferente. Acho que se eu fizer uma lista de pontos-chave sobre mim, a pessoa mais parecida comigo que eu conheço não passa de 50% de semelhança...
Solidão, eu acho. Exclusividade traz solidão.
Seres humanos são tão complexos... tão singulares... e isso é tão desesperador. Alguns podem se sentir felizes por serem únicos, diferentes, mas eu, não, eu não me sinto. Talvez porque alguns são diferentes em certos detalhes, mas não têm dificuldade em achar pessoas que também sejam, com exceção de um ponto ou outro. Eu, por outro lado, não consigo encontrar alguém que seja como eu, que só tenha um ou outro ponto diferente. Acho que se eu fizer uma lista de pontos-chave sobre mim, a pessoa mais parecida comigo que eu conheço não passa de 50% de semelhança...
Solidão, eu acho. Exclusividade traz solidão.
domingo, 20 de janeiro de 2008
In a good mood
Toda hora aparece um problema, né?
Agora é um problema com uma coisa que ninguém tem como dar jeitinho: dinheiro.
Ou se tem, ou não tem.
Eu acho que nenhum ser humano deveria ser levado a algum dia ver os avós chorando por falta de dinheiro e incapacidade de pagar as coisas. Ou ter que trabalhar enquanto estuda com a responsabilidade de ajudar com as contas de casa.
Tudo bem que a situação tá difícil pra todo mundo, mas é muito triste se encontrar numa situação financeira ruim por culpa de imaturidade e acomodação de alguns... =/
Será que dá pra correr atrás e conseguir um emprego bom atualmente?
Eu espero estar muito melhor quando estiver com meus 50 anos...
----------------
Now playing: Kiss - Love Theme From Kiss
via FoxyTunes
Agora é um problema com uma coisa que ninguém tem como dar jeitinho: dinheiro.
Ou se tem, ou não tem.
Eu acho que nenhum ser humano deveria ser levado a algum dia ver os avós chorando por falta de dinheiro e incapacidade de pagar as coisas. Ou ter que trabalhar enquanto estuda com a responsabilidade de ajudar com as contas de casa.
Tudo bem que a situação tá difícil pra todo mundo, mas é muito triste se encontrar numa situação financeira ruim por culpa de imaturidade e acomodação de alguns... =/
Será que dá pra correr atrás e conseguir um emprego bom atualmente?
Eu espero estar muito melhor quando estiver com meus 50 anos...
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Now playing: Kiss - Love Theme From Kiss
via FoxyTunes
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Que desconforto enorme.... parece que eu ando lutando contra mim mesmo, ora agindo como eu costumava ser, ora agindo como eu tenho sido.
Eu costumava ser uma pessoa serena e capaz de viver bem e de ajudar as pessoas. Mas ultimamente alguma coisa tem influenciado no meu jeito de ser e me impedido de agir como eu gostaria.
Por mais que em alguns momentos eu consiga ter minha visão clareada, não dura muito.
Eu não sou perfeito, e preciso demais que alguém entenda como eu sou, conheça minhas necessidades e, se não puder satisfazê-las, me ajude a conviver com elas...
Sinto falta de alguns amigos, mas acho que no fundo nenhum deles nunca foi realmente capaz de me satisfazer.
Às vezes, olhando pra mim, eu me vejo como um menino doente, complicado, com distúrbios e que precisa de tratamento... mas pra que seria o tratamento? O que são distúrbios se não ações que não condizem com a "normalidade"?
E por que, afinal, você me afeta tanto com essas coisas??
Parece que ultimamente cada palavra que eu digo não faz sentido quando, logo depois, eu páro pra refletir... parece que quem fala e age não é o mesmo que pensa.
Cada silêncio significa tudo menos o que eu grito por dentro - que não é "eu te amo", pro caso de alguém pensar - em completo desespero, precisando ser ouvido.
Acho que minha mente vaga cambaleante entre as pessoas, sem saber direito aonde ir ou o que fazer; sem rumo... sem buscas. Sem destino... sem fim.
Eu preciso ser amigo de alguém, porque acho que só assim eu consigo compensar a falta de um amigo de verdade...
----------------
Now playing: Tristania - Lethean River
Eu costumava ser uma pessoa serena e capaz de viver bem e de ajudar as pessoas. Mas ultimamente alguma coisa tem influenciado no meu jeito de ser e me impedido de agir como eu gostaria.
Por mais que em alguns momentos eu consiga ter minha visão clareada, não dura muito.
Eu não sou perfeito, e preciso demais que alguém entenda como eu sou, conheça minhas necessidades e, se não puder satisfazê-las, me ajude a conviver com elas...
Sinto falta de alguns amigos, mas acho que no fundo nenhum deles nunca foi realmente capaz de me satisfazer.
Às vezes, olhando pra mim, eu me vejo como um menino doente, complicado, com distúrbios e que precisa de tratamento... mas pra que seria o tratamento? O que são distúrbios se não ações que não condizem com a "normalidade"?
E por que, afinal, você me afeta tanto com essas coisas??
Parece que ultimamente cada palavra que eu digo não faz sentido quando, logo depois, eu páro pra refletir... parece que quem fala e age não é o mesmo que pensa.
Cada silêncio significa tudo menos o que eu grito por dentro - que não é "eu te amo", pro caso de alguém pensar - em completo desespero, precisando ser ouvido.
Acho que minha mente vaga cambaleante entre as pessoas, sem saber direito aonde ir ou o que fazer; sem rumo... sem buscas. Sem destino... sem fim.
Eu preciso ser amigo de alguém, porque acho que só assim eu consigo compensar a falta de um amigo de verdade...
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Now playing: Tristania - Lethean River
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
EU VOU NO IRON MAIDEN \o/
Ai ai... ai ai...
xD
É incrível o que um bom show não faz com os ânimos...
Eu fiquei bem em dúvida se ia ou não, aí quando os ingressos esgotaram no dia seguinte ao início das vendas eu desisti. Maaaaas, como as coisas nunca são definitivas, a Ana Luísa descobriu uma excursão com ingresso incluído \o/
Soooo (isso me lembrou uma música do Led Zeppelin... ahuhauha), lá vamos nós xD
Por outro lado, essa semana começou o trabalho de verdade lá no estágio: tarefa aparentemente complicada, evidentemente trabalhosa, surpreendentemente começando a funcionar... ahuahuahuha
To começando a me achar melhor na minha parte e acredito que em umas duas semanas esteja completamente pronto e testado, a menos que a impressão decida sacanear a gente (o que não duvido muito).
Agora alguns dias de descanso... acho que podia viver assim pro resto da vida, até diria que poderia trabalhar 24 horas semanais, ou seja, 3 dias de trabalho e 4 de descanso... não é bom? xD
To com uma vontade de ir num restaurante...
----------------
Now playing: Dream Theater - Scene Eight: The Spirit Carries On
via FoxyTunes
xD
É incrível o que um bom show não faz com os ânimos...
Eu fiquei bem em dúvida se ia ou não, aí quando os ingressos esgotaram no dia seguinte ao início das vendas eu desisti. Maaaaas, como as coisas nunca são definitivas, a Ana Luísa descobriu uma excursão com ingresso incluído \o/
Soooo (isso me lembrou uma música do Led Zeppelin... ahuhauha), lá vamos nós xD
Por outro lado, essa semana começou o trabalho de verdade lá no estágio: tarefa aparentemente complicada, evidentemente trabalhosa, surpreendentemente começando a funcionar... ahuahuahuha
To começando a me achar melhor na minha parte e acredito que em umas duas semanas esteja completamente pronto e testado, a menos que a impressão decida sacanear a gente (o que não duvido muito).
Agora alguns dias de descanso... acho que podia viver assim pro resto da vida, até diria que poderia trabalhar 24 horas semanais, ou seja, 3 dias de trabalho e 4 de descanso... não é bom? xD
To com uma vontade de ir num restaurante...
----------------
Now playing: Dream Theater - Scene Eight: The Spirit Carries On
via FoxyTunes
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Que dúvida!!!
Como alguém me escreve "fuçei", com Ç?!?! Ai ai, enfim, isso é só um comentário inútil.. hahaha
Que dúvida... 300 reais, dois dos meus CDs favoritos, uma viagem pra São Paulo, uma emoção indescritível... será que vale a pena?? Ahhhh, eu preciso decidir =~~
Enquanto isso, medo... hoje, finalmente (embora a expectativa pra isso não fosse, de todo, grande), fui apresentado ao meu verdadeiro trabalho. Agora o que eu fizer vai realmente contar pro projeto da empresa, mas por outro lado, vai ser difícil... eu não me sinto capaz =/
Acho que vou sim... ou não... espero que o Marcelo decida por mim... e que decida o que eu quero.. ahahhaa
----------------
Now playing: Sirenia - Manic Aeon
Que dúvida... 300 reais, dois dos meus CDs favoritos, uma viagem pra São Paulo, uma emoção indescritível... será que vale a pena?? Ahhhh, eu preciso decidir =~~
Enquanto isso, medo... hoje, finalmente (embora a expectativa pra isso não fosse, de todo, grande), fui apresentado ao meu verdadeiro trabalho. Agora o que eu fizer vai realmente contar pro projeto da empresa, mas por outro lado, vai ser difícil... eu não me sinto capaz =/
Acho que vou sim... ou não... espero que o Marcelo decida por mim... e que decida o que eu quero.. ahahhaa
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Now playing: Sirenia - Manic Aeon
domingo, 6 de janeiro de 2008
I hate it....
...quando eu sinto que todo o ar se foi dos meus pulmões ao ver uma janelinha com um nome.
E depois eu tenho que cair na realidade e notar que o ar sempre volta e nem sempre faz muito sentido dar atenção a isso.
Não vale a pena... se nem o coração notar a falta de ar, por que, então, levá-la em consideração?
Odeio sentir que me apego a devaneios da minha mente... I hate it.
E depois eu tenho que cair na realidade e notar que o ar sempre volta e nem sempre faz muito sentido dar atenção a isso.
Não vale a pena... se nem o coração notar a falta de ar, por que, então, levá-la em consideração?
Odeio sentir que me apego a devaneios da minha mente... I hate it.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Desenho de uma personalidade
Por mais difícil que possa ser, pra algumas pessoas, aceitar esse ponto de vista, acredito que todos nós somos capazes de muito mais do que nos permitimos fazer. Eu quero dizer, com isso, que somos capazes de fazer todas aquelas coisas que são socialmente inapropriadas, dentre outras coisas.
Eu costumo pensar sobre isso porque eu gosto de ter liberdade, mas não a liberdade a que muitos estão acostumados, uma liberdade um pouco diferente, mais particular, uma liberdade de pensar e agir como eu tiver vontade. Muitas vezes isso não é possível, mas eu bem gosto de ir um pouco contra as regras sociais.
Nesses momentos eu lembro de inúmeras conversas que tive com a minha mãe nas quais eu contestava hábitos e regras sociais e dizia que não faziam sentido e que eu não iria concordar com eles. E aí ela dizia que eu ia ter que aceitar, porque viver em sociedade exige seus sacrifícios e suas abdicações.
De uma forma talvez um pouco menos entusiástica do que antes, mas nem por isso menos sincera, eu ainda contesto e questiono essas coisas, só que mais através das minhas atitudes do que pelas palavras. E, admito, também escolhi atitudes que atinjam mais as pessoas em suas crenças do que os bons costumes, etc. (afinal, não quero ser preso... ahahaha)
Mas o meu foco principal na verdade não era pra ser esse, a questão é que eu acredito que todos nós somos capazes de escolher exatamente como nós queremos ser e, por isso, tudo que acontece é culpa nossa. Mas, além disso, cabe a nós arcar com as consequências de sermos como somos.
No entanto, desenhar a sua própria personalidade não é fácil, é? Ser responsável por tudo que acontecer, direta ou indiretamente, devido ao que você é não é fácil, mesmo. E, por fim, SER quem você define que é não é fácil.
Como se não bastasse a dificuldade de se desenhar uma linda personalidade que se encaixe com tudo que você deseja, ainda lhe surge a dificuldade de ser como desenhou, porque parece que nós lutamos, inconscientemente contra esse desejo de limitar quem somos a uma única forma.
O que acontece então? Pessoas que aparentemente são uma coisa, mas não conseguem agir condizentemente com essa imagem; pessoas que aparentam ser uma coisa, mas intencionalmente se utilizam de sua capacidade de ser outra pra alcançar seus desejos; pessoas que conseguem seguir o que definem, mas mudam a definição quando for necessário, e assim também mudam o seu jeito de ser, etc.
Enfim, acho que eu pareço um pouco esse terceiro caso, mas, no fundo no fundo, acho que eu consigo não me prender a nenhuma definição, eu sou vários, por assim dizer.
Eu costumo pensar sobre isso porque eu gosto de ter liberdade, mas não a liberdade a que muitos estão acostumados, uma liberdade um pouco diferente, mais particular, uma liberdade de pensar e agir como eu tiver vontade. Muitas vezes isso não é possível, mas eu bem gosto de ir um pouco contra as regras sociais.
Nesses momentos eu lembro de inúmeras conversas que tive com a minha mãe nas quais eu contestava hábitos e regras sociais e dizia que não faziam sentido e que eu não iria concordar com eles. E aí ela dizia que eu ia ter que aceitar, porque viver em sociedade exige seus sacrifícios e suas abdicações.
De uma forma talvez um pouco menos entusiástica do que antes, mas nem por isso menos sincera, eu ainda contesto e questiono essas coisas, só que mais através das minhas atitudes do que pelas palavras. E, admito, também escolhi atitudes que atinjam mais as pessoas em suas crenças do que os bons costumes, etc. (afinal, não quero ser preso... ahahaha)
Mas o meu foco principal na verdade não era pra ser esse, a questão é que eu acredito que todos nós somos capazes de escolher exatamente como nós queremos ser e, por isso, tudo que acontece é culpa nossa. Mas, além disso, cabe a nós arcar com as consequências de sermos como somos.
No entanto, desenhar a sua própria personalidade não é fácil, é? Ser responsável por tudo que acontecer, direta ou indiretamente, devido ao que você é não é fácil, mesmo. E, por fim, SER quem você define que é não é fácil.
Como se não bastasse a dificuldade de se desenhar uma linda personalidade que se encaixe com tudo que você deseja, ainda lhe surge a dificuldade de ser como desenhou, porque parece que nós lutamos, inconscientemente contra esse desejo de limitar quem somos a uma única forma.
O que acontece então? Pessoas que aparentemente são uma coisa, mas não conseguem agir condizentemente com essa imagem; pessoas que aparentam ser uma coisa, mas intencionalmente se utilizam de sua capacidade de ser outra pra alcançar seus desejos; pessoas que conseguem seguir o que definem, mas mudam a definição quando for necessário, e assim também mudam o seu jeito de ser, etc.
Enfim, acho que eu pareço um pouco esse terceiro caso, mas, no fundo no fundo, acho que eu consigo não me prender a nenhuma definição, eu sou vários, por assim dizer.
É costume meu só escrever quando estou mal (coisa que faço bem, pelo menos eu acho), só que o lado ruim é que parece que eu estou sempre mal, porque não há registros de quando eu estou bem.
Isso é uma impressão que eu não faço questão de passar pras pessoas, mas não consigo evitar.
Hoje, por isso, vou tentar mudar um pouquinho isso, vou, pelo menos, escrever sobre alguma coisa quando meu humor está bom (de manhã).
Pra começar, por que a maioria das pessoas acorda de mal-humor? Eu acordo tão bem... meus problemas de humor são só no final do dia, de noite, ou de madrugada. Faz falta conhecer pessoas que, como eu, acordem sorrindo e falantes. (Independentemente dos sonhos que tenham tido.)
E, por falar em sonhos, meus sonhos têm sido tão... sociáveis. Na virada do ano sonhei com uma menina que não via há muuuuito tempo. Essa noite sonhei com várias pessoas. E, de certa forma, acho que meus sonhos refletem um pouco do meu estado na vida real. É como um espelho da minha vida onde as regras pra viver são diferentes. Mas mesmo neles, são os detalhes que prendem minha atenção e, mesmo que ao final do dia eu já tenha esquecido o sonho completamente, alguma coisa me resta, o ponto mais marcante, no caso de hoje: um toque.
Eu acho incrivelmente difícil retratar o tanto de sentimentos e emoções que podem estar encobertos em um toque, a forma como se empurra alguém para o lado ou puxa a mão para trás... às vezes a vida me parece uma grande dança na qual a maioria das pessoas prefere brincar de estátua.
O toque do meu sonho hoje me fez prestar atenção em mim mesmo. A forma como eu ando confuso e como esse toque também o foi.
Segurar uma mão é um ato que pode ser feito de milhões de formas diferentes...
Isso é uma impressão que eu não faço questão de passar pras pessoas, mas não consigo evitar.
Hoje, por isso, vou tentar mudar um pouquinho isso, vou, pelo menos, escrever sobre alguma coisa quando meu humor está bom (de manhã).
Pra começar, por que a maioria das pessoas acorda de mal-humor? Eu acordo tão bem... meus problemas de humor são só no final do dia, de noite, ou de madrugada. Faz falta conhecer pessoas que, como eu, acordem sorrindo e falantes. (Independentemente dos sonhos que tenham tido.)
E, por falar em sonhos, meus sonhos têm sido tão... sociáveis. Na virada do ano sonhei com uma menina que não via há muuuuito tempo. Essa noite sonhei com várias pessoas. E, de certa forma, acho que meus sonhos refletem um pouco do meu estado na vida real. É como um espelho da minha vida onde as regras pra viver são diferentes. Mas mesmo neles, são os detalhes que prendem minha atenção e, mesmo que ao final do dia eu já tenha esquecido o sonho completamente, alguma coisa me resta, o ponto mais marcante, no caso de hoje: um toque.
Eu acho incrivelmente difícil retratar o tanto de sentimentos e emoções que podem estar encobertos em um toque, a forma como se empurra alguém para o lado ou puxa a mão para trás... às vezes a vida me parece uma grande dança na qual a maioria das pessoas prefere brincar de estátua.
O toque do meu sonho hoje me fez prestar atenção em mim mesmo. A forma como eu ando confuso e como esse toque também o foi.
Segurar uma mão é um ato que pode ser feito de milhões de formas diferentes...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Um sonho
Não é sob as minhas palavras que eu vou esconder e consertar as angústias da minha mente. Mas nelas eu encontro refúgio dos pesares que mortificam as noites e os sonhos que se seguem, como que para me lembrar, trazendo um vislumbre do que poderia ser, sem dúvida, um dia mais feliz.
Começo
And, for a bright beggining: the black of the night.
É engraçado, eu sempre quis um blog com um título muito legal e nunca consegui pensar em um, mas agora que, aparentemente, eu preciso mais de um do que nunca, me surgiu esse como se sempre tivesse estado na minha mente.
Acho que escrever é, muitas vezes, a saída mais clássica, e poderosa, que alguém pode utilizar. Alguém como eu, que apesar de ter amigos e neles confiar, às vezes parece precisar de uma conversa com si mesmo, um jeitinho particular de olhar pra si mesmo e ver que entender as pessoas é algo realmente muito complexo... uma tarefa eternamente incompleta.
{Every new beggining is another beggining's end.}
É engraçado, eu sempre quis um blog com um título muito legal e nunca consegui pensar em um, mas agora que, aparentemente, eu preciso mais de um do que nunca, me surgiu esse como se sempre tivesse estado na minha mente.
Acho que escrever é, muitas vezes, a saída mais clássica, e poderosa, que alguém pode utilizar. Alguém como eu, que apesar de ter amigos e neles confiar, às vezes parece precisar de uma conversa com si mesmo, um jeitinho particular de olhar pra si mesmo e ver que entender as pessoas é algo realmente muito complexo... uma tarefa eternamente incompleta.
{Every new beggining is another beggining's end.}
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